Educação fiscal para todos

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Os servidores públicos municipais participaram nesta terça-feira, 18, do treinamento sobre educação fiscal e o programa Nota Fiscal Gaúcha, ocorrido no CTG Rodeio da Amizade. A palestra ressaltou sobre a abrangência da responsabilidade fiscal e como o tema está ligado diretamente a cada um dos cidadãos.

“Um grande erro é achar que o que é público é de graça. Não é”, esclareceu Cleto Vanderlei Brutes, auditor-fiscal da Receita Estadual da 9º Delegacia de Santo Ângelo. Ele discorreu sobre o dinheiro que mantém os bens públicos vir dos próprios cidadãos, por isso a necessidade de se compreender que aquilo que é coletivo precisa ser preservado por todos, como as praças, as ruas, a saúde pública, etc.

“Tudo que tem a ver com custo é educação fiscal”, ressaltou o auditor. Em seguida deu alguns exemplos de atitudes que não são percebidas como responsabilidade com o orçamento público. “A pessoa pode fazer compostagem em casa para adubo e diminuir os custos com o lixo. Se o município gastar menos com o recolhimento do lixo vai sobrar mais para investir em remédios, por exemplo”, ilustrou Cleto.

Brutes mencionou que a reclamação de muitos é que o Brasil não tem mais dinheiro para as necessidades da população devido à corrupção dos governantes do país. Explicou que vários comportamentos do cidadão também resultam em um gargalo de desperdício do dinheiro público.  “O problema é pensar mais em si mesmo do que no bem coletivo”, ponderou ele.

“Oitenta e oito por cento dos estudantes no Brasil estão em escolas públicas”, relatou o palestrante. Logo, bloquear o vandalismo nas estruturas da escola, evitar o desperdício na merenda, impedir o mau uso do material escolar, são cuidados que cada aluno deveria ter para não onerar ainda mais o investimento público.

“Esse tema é muito importante por que os benefícios do imposto da nota fiscal retornam para nós mesmos”, afirmou a professora Marilaine Fortes.

Outro ponto exposto foi o tráfego terrestre. “Oito bilhões são gastos devido aos acidentes de trânsito, e 90% deles são provocados devido ao comportamento do motorista. Não é por causa das estradas ruins, é por causa do motorista. Provocar acidente é um gasto coletivo”, salientou Cleto. auditor também explanou que a Nota Fiscal Gaúcha não é um programa para fiscalizar as pessoas e sim conscientizar o cidadão sobre a importância social do tributo. No entanto, apenas 15% das pessoas aderiram ao programa.

O palestrante relembrou que o retorno adicional das notas fiscais acontece apenas para os cupons emitidos na localidade do inscrito. “Isso mostra a importância de comprar no próprio município”, comentou.

Brutes também teve um momento apenas com as professoras do município para compartilhar algumas ideias de como abordar o tema para as diferentes faixas etárias. Compreender a origem dos recursos públicos, a preservação do patrimônio, saber utilizar os portais de transparência, foram alguns dos tópicos abordados com as educadoras. “O objetivo é criar condições para o exercício de uma cidadania ativa”, pontuou o auditor.

 

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